Serginho, multicampeão das quadras de vôlei encerra carreira de atleta

Aos 44, melhor líbero da história da seleção anuncia aposentadoria

Por portaldapoliticamt em 17 de maio de 2020

Líbero Serginho deixa seleção brasileira de vôlei após o ouro na Rio 2016

“Chegou o momento. Quem viu o Serginho, quem viu a seleção brasileira com o Serginho, viu. Agora é só por vídeo”, relatou o agora ex-jogador de vôlei Sérgio Dutra dos Santos, bicampeão olímpico e mundial. O paranaense de 44 anos, crescido na Zona Norte de São Paulo, em Pirituba, entrou para o esporte para sair da vulnerabilidade social imposta a muitos jovens da periferia brasileira.

A paralisação das competições pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) impulsionou a decisão de Serginho de encerrar a carreira. O líbero entrou em quadra pela última vez em março, quando seu time, Pacaembu/Ribeirão Preto (SP), virou o jogo e venceu o Fiat/Minas (MG) por 3 sets a 2 em jogo válido pela Superliga: “Depois do Rio, eu pensei que precisava parar, encontrar uma forma de parar, e desde 2016 as pessoas não deixavam. Sempre tive um desafio diferente para cumprir”.

Considerado um dos melhores líberos da história do vôlei, Serginho anunciou a aposentadoria através de uma publicação nas redes sociais. Na carreira, ele acumulou 4 finais olímpicas seguidas com duas medalhas de ouro, além de dois mundiais, tricampeonato da Copa do Mundo, nove campeonatos da Liga Mundial, um campeonato pan-americano, diversos campeonatos sul-americanos e título da Superliga.

Para o presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Walter Pitombo Laranjeiras, “Serginho é um ídolo da nossa modalidade e o voleibol brasileiro agradece por tudo que ele fez e segue representando para o nosso esporte”.

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Fonte: Rodrigo Ricardo - Repórter da Rádio Nacional

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