Ministro da Saúde sugere adiamento das eleições por conta do coronavírus: ‘Vai ser uma tragédia’

Ministro da Saúde diz que ações políticas podem atrapalhar combate ao coronavírus

Por portaldapoliticamt em 22 de março de 2020

Em teleconferência com prefeitos, Mandetta pede o adiamento das eleições de 2020 Foto: Isac Nobrega/Presidência

Em teleconferência com prefeitos neste domingo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, recomendou o adiamento das eleições deste ano. Mandetta disse que esse é o momento de o Congresso Nacional tratar o assunto, para que o combate à crise do coronavírus não seja contaminado pela ação política.

O ministro fez a sugestão ao responder ao questionamento do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB). Coutinho pediu a liberação de recursos que, segundo ele, estariam sendo represados pelo estado do Pará, governado por Helder Barbalho (MDB).

Estou alertando que todos vocês precisam, com todas as diferenças políticas, (se entender). Aliás, eu faço aqui até uma sugestão para vocês discutirem. Está na hora de o Congresso olhar e falar: “olha, adia (as eleições)”. Faça um mandato tampão desses vereadores e prefeitos. Eleição no meio do ano vai ser uma tragédia. Vai todo mundo querer fazer ação política. Eu sou político. Não esqueçam disso — disse Mandetta.

Nesta quinta-feira, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que presidirá o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de maio, declarou que não cogita adiar as eleiçõesmunicipais, marcadas para outubro em todo o país. Ele acredita que, até a data das votações, a situação de pandemia por coronavírus no país já estará normalizada.

No mesmo dia, o TSE afirmou que manterá o prazo para filiação partidária no dia 4 de abril, de acordo com o calendário eleitoral. A assessoria do Tribunal informou que não há, até o momento, qualquer indicativo para alteração nas datas do processo eleitoral deste ano, apesar de declarada a pandemia.

Na reuniao, Mandetta indicou ainda que é preciso ter um diálogo aberto e eficiente entre os entes da federação.

Nós não podemos (repassar recursos) de forma desintegrada. Eu faço de um jeito, vocês de outro. Se não daqui a pouco vocês vão estar pagando mais para um médico de hospital A, menos para o hospital B. Tira enfermeiro de lá e traz para cá. Assim vai haver bateção de cabeça. Eu vou descentralizar e fazer com que vocês trabalhem o máximo liberdade — disse Mandetta.

 

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Fonte: Bruno Góes - O Globo

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